No marketplace de afiliados você entra sem custo inicial e ganha uma vitrine de divulgadores, mas paga um percentual da plataforma sobre cada venda mais a comissão do afiliado. Na plataforma EAD própria você contrata o serviço por um valor fixo, vende no seu próprio domínio e paga só a taxa do meio de pagamento. O ponto de virada é quando o percentual retido em um mês passa a custar mais que a mensalidade da plataforma própria — com um curso de R$ 497 vendido sem afiliado, a diferença fica em torno de R$ 30 por venda, então um custo fixo de R$ 300/mês se paga em cerca de 11 vendas mensais. Não é uma escolha definitiva: a maioria começa no marketplace para validar e migra (ou opera nos dois) quando o curso está consolidado.

Como funciona o modelo de afiliados

O marketplace de afiliados é aquela plataforma em que você cria uma conta e publica o seu curso ali dentro, junto com milhares de outros. Não há gasto inicial: você se cadastra, sobe o material, define o preço e já tem uma página de venda funcionando.

O que caracteriza o modelo, porém, não é a hospedagem do curso — é a vitrine de divulgadores. Outras pessoas encontram o seu curso no catálogo, geram um link de afiliado e passam a divulgá-lo. Quando a venda acontece por aquele link, a pessoa fica com um percentual do valor pago. Esse percentual quem define é você, o produtor, no momento em que configura o programa de afiliados.

Ou seja, cada venda feita por afiliado tem dois descontos empilhados: a comissão que você combinou com quem divulgou e a taxa que a plataforma retém por intermediar o pagamento. É por isso que a conta desse modelo não se resume à taxa anunciada no site da plataforma.

O detalhe que quase ninguém compara

Uma das plataformas cobra mais caro quando a venda é do afiliado

A Eduzz é explícita nisso: a taxa é de 4,90% + R$ 2,49 quando a venda é direta, sem afiliado, e sobe para 8,90% + R$ 2,49 quando quem fecha é um afiliado — quase o dobro do percentual, na mesma plataforma, pelo mesmo produto. É a própria empresa colocando um preço na vitrine de divulgadores, separado do preço de processar o pagamento.

Isso torna visível o que nas outras plataformas fica embutido em uma taxa única: parte do que você paga é pelo checkout, e parte é pelo acesso ao público de afiliados. Quando as suas vendas param de vir de afiliados, você continua pagando pela vitrine.

Como funciona a plataforma EAD própria

A plataforma EAD própria é a que você contrata. Em vez de publicar o curso em um catálogo compartilhado, você fecha com um prestador de serviço e recebe um ambiente só seu: o curso não fica ao lado de milhares de outros e o endereço é no seu próprio domínio, não em um subdomínio da plataforma.

A diferença estrutural é onde o dinheiro passa. Aqui a plataforma não é intermediadora do pagamento: ela se conecta ao meio de pagamento que você já usa — a fonte deste artigo cita PayPal e PagSeguro, e a Nochalks tem hoje integração de pagamentos com Hotmart, PagSeguro, PayPal e boleto, além da integração com gateways de pagamento. O valor da venda cai na sua conta e a nota sai no seu CNPJ.

O custo, então, muda de natureza: em vez de um percentual sobre cada venda, você paga um valor fixo pela plataforma mais a taxa do meio de pagamento — que é bem menor que a retenção de um marketplace, porque cobre só o processamento, e não a vitrine. Se o seu receio é justamente o custo fixo, vale ler antes qual o preço de uma plataforma EAD "grátis", que abre as formas como o "gratuito" reaparece na fatura.

Vale registrar o que este artigo não afirma: a fonte original diz que a plataforma da empresa seria "a mais segura do mercado". Isso é posicionamento comercial, sem lastro público verificável, e não entra aqui como fato. O que dá para descrever com honestidade são recursos concretos — controle de acesso por aluno, proteção do conteúdo contra download e compartilhamento, domínio próprio e gestão da base — que você pode conferir e comparar fornecedor a fornecedor.

A conta lado a lado, com taxas oficiais

Taxas consultadas em 24/08/2026

A tabela abaixo usa apenas números publicados pelas próprias plataformas, com link para a página oficial de cada uma. Taxa de plataforma muda, então a data da consulta está registrada acima — confira antes de decidir.

Modelo Custo inicial Retido por venda Comissão de afiliado Em uma venda de R$ 497
Hotmart Sem custo inicial 9,9% + R$ 1,00 Definida por você, somada por cima R$ 50,20 retidos
→ sobram R$ 446,80
Kiwify Sem adesão nem mensalidade 8,99% + R$ 2,49 Definida por você, somada por cima R$ 47,17 retidos
→ sobram R$ 449,83
Eduzz (venda direta) Sem mensalidade 4,90% + R$ 2,49 R$ 26,84 retidos
→ sobram R$ 470,16
Eduzz (venda por afiliado) Sem mensalidade 8,90% + R$ 2,49 Definida por você, somada por cima R$ 46,72 retidos
→ sobram R$ 450,28 antes da comissão
Plataforma própria + seu checkout Valor fixo mensal da plataforma Só a taxa do meio de pagamento
ex.: PagBank 3,99% + R$ 0,40
Sem afiliado por padrão R$ 20,23 retidos
→ sobram R$ 476,77

Fontes oficiais, consultadas em 24/08/2026: Central de Ajuda da Hotmart (9,9% + R$ 1,00 em BRL; vendas de até R$ 10 são microtransações e pagam 20%); Central de Ajuda da Kiwify (8,99% + R$ 2,49, sem adesão nem mensalidade, saque a R$ 3,67); Central de Ajuda da Eduzz (4,90% + R$ 2,49 na venda direta, 8,90% + R$ 2,49 na venda por afiliado, saque a R$ 9,00, antecipação de 2,99% + 0,1% por dia); página de taxas do PagBank (crédito à vista 3,99% + R$ 0,40 com recebimento em 30 dias, ou 4,99% + R$ 0,40 em 14 dias, sujeito a negociação comercial). A comissão de afiliado NÃO está somada nas duas últimas colunas: ela é definida pelo produtor e entra por cima da taxa da plataforma.

Duas mudanças de taxa que valem a atenção

A simulação do ponto de virada

A conta que interessa não é qual taxa é menor, e sim a partir de quantas vendas por mês o percentual retido custa mais que a mensalidade da plataforma própria. Ela cabe em uma linha:

N = C ÷ [ P × (t + ag) + (ffg) ]

N = vendas por mês a partir das quais migrar compensa
C = custo fixo mensal da plataforma própria
P = preço do curso  ·  t = percentual do marketplace  ·  f = taxa fixa do marketplace
a = comissão do afiliado  ·  g = percentual do seu checkout  ·  fg = taxa fixa do seu checkout

Colocando números reais: um curso de R$ 497 vendido na Hotmart sem afiliado (9,9% + R$ 1,00) contra uma plataforma própria com checkout a 3,99% + R$ 0,40 deixa uma diferença de R$ 29,97 por venda. Cada venda a mais no mês empurra a conta na direção da plataforma própria:

Custo fixo mensal da plataforma própria Ponto de virada — venda SEM afiliado
(economia de R$ 29,97/venda)
Ponto de virada — venda COM afiliado a 40%
(economia de R$ 228,77/venda)
R$ 200/mês7 vendas/mês1 venda/mês
R$ 300/mês11 vendas/mês2 vendas/mês
R$ 500/mês17 vendas/mês3 vendas/mês
R$ 800/mês27 vendas/mês4 vendas/mês
R$ 1.000/mês34 vendas/mês5 vendas/mês

Hipóteses declaradas desta simulação: preço do curso de R$ 497, comissão de afiliado de 40% na coluna da direita e faixas de custo fixo mensal em intervalos redondos. Preço, comissão e custo fixo NÃO são dados de fonte — são parâmetros do exemplo, e você deve trocar pelos seus. As taxas de plataforma e de checkout são as oficiais da tabela anterior, consultadas em 24/08/2026. Resultados arredondados para cima, porque não existe fração de venda.

Duas leituras saem daí, e a segunda é a que quase ninguém faz.

A primeira é que, sem afiliado, o ponto de virada chega mais cedo do que a intuição sugere: com um custo fixo de R$ 300, bastam onze vendas por mês — cerca de R$ 5,5 mil de faturamento — para o percentual do marketplace ficar mais caro que a mensalidade. Quem já vende com regularidade e traz o próprio público quase sempre já passou desse ponto sem perceber.

A segunda é um alerta contra usar a coluna da direita como argumento para migrar. Sim, quando a venda vem de afiliado a economia por venda salta para R$ 228,77 e a conta vira com duas ou três vendas — mas essa economia só é real se você conseguir gerar a mesma venda sem o afiliado. A comissão não é desperdício: é o custo de aquisição de um cliente que você não alcançaria sozinho. Cortar o afiliado sem ter como substituir o volume dele não aumenta a margem, reduz o faturamento.

O teste honesto é olhar a origem das suas vendas do último trimestre. Se a maior parte vem do seu tráfego, da sua lista e do seu conteúdo, você está pagando percentual por uma vitrine que já não usa. Se vem de afiliados, o marketplace está trabalhando para você — e migrar é uma decisão de longo prazo, não de planilha.

Não é ou/ou — é fase

A leitura mais útil dos dois modelos não é qual deles é melhor, e sim em que momento do projeto cada um encaixa. É exatamente o que diz a fonte deste artigo: o modelo de afiliados é o ideal no início, porque você publica o curso sem gasto inicial e ainda ganha divulgadores; a plataforma própria entra melhor para quem já está consolidado, porque ali você não divide o lucro.

  1. Validação — você ainda não sabe se o curso vende. O marketplace custa zero quando você não vende e entrega uma vitrine pronta. É o lugar certo para descobrir se existe demanda antes de assumir custo fixo.
  2. Tração — as vendas começam a ter regularidade e uma parte já vem do seu próprio público. Aqui a conta do ponto de virada passa a valer a pena de fazer, mês a mês.
  3. Consolidação — você tem audiência própria, lista e recorrência. O percentual sobre cada venda vira a maior linha de custo do projeto, e a base de alunos passa a ser um ativo que você quer ter em casa.

E há uma configuração que resolve o falso dilema: operar nos dois. Manter a oferta com programa de afiliados no marketplace, para as vendas que vêm de terceiros, e vender direto no seu domínio para quem já conhece você. Os modelos são complementares — tanto que a Nochalks integra com a Hotmart: dá para vender fora e entregar dentro, com o aluno assistindo na sua plataforma, no seu endereço.

O que você perde ao sair do marketplace

Três objeções aparecem sempre que alguém pergunta se vale migrar. Vale responder às três de frente, inclusive quando a resposta não favorece a plataforma própria.

01

A vitrine de afiliados

Perda real

Esta é a perda concreta, e não adianta minimizar. O marketplace tem um público de gente procurando produto para divulgar, com comissionamento e rastreio automáticos. Fora dele, você até pode ter afiliados — é um arranjo comercial, não um recurso técnico —, mas precisa recrutar, combinar e acompanhar cada um.

Como decidir: olhe quanto do seu faturamento veio de afiliados nos últimos três meses. Se for pouco, você está pagando pela vitrine sem usá-la. Se for muito, mantenha o canal e migre só a entrega.

02

A confiança do checkout

Resolvível

O argumento é que o comprador reconhece a marca do marketplace na hora de pagar, e que sozinho você teria de construir essa confiança. É verdade que a responsabilidade passa a ser sua — mas ela se constrói com elementos verificáveis: endereço no seu domínio com certificado válido, CNPJ e endereço visíveis, política de reembolso clara, canais de contato reais e um meio de pagamento conhecido no checkout.

Como decidir: se o seu comprador já conhece a sua marca (veio da sua lista, do seu conteúdo), a marca que importa no checkout é a sua.

03

Ter tudo em um lugar só

Depende do fornecedor

Hospedagem de vídeo, área de membros, checkout, recuperação de venda e nota fiscal integrados são uma conveniência real — mas não são exclusividade do marketplace. Uma plataforma EAD que já entrega a hospedagem das aulas, a área do aluno, a gestão de turmas e as integrações de pagamento cobre o mesmo escopo, com a diferença de que o pagamento passa por você.

Como decidir: liste o que você realmente usa hoje no marketplace e confira item por item na proposta de cada fornecedor. O risco não é perder o "tudo em um" — é migrar para algo que entrega menos do que você usa.

O que muda além do dinheiro

A conta da comissão é o motivo mais citado para migrar, mas raramente é o mais importante no médio prazo. Três coisas mudam de dono quando o curso sai do catálogo compartilhado:

Vale notar que a decisão de onde vender é diferente da decisão de o que e por quanto vender. Se você ainda está definindo nicho e preço, o marketplace continua sendo uma excelente fonte de pesquisa — é o que fazemos em pesquisa de concorrência para definir nicho e preço do curso online, usando os catálogos como termômetro, não como canal. E se a sua dúvida é o funil inteiro, de tema a plataforma, o caminho completo está em como ganhar dinheiro vendendo curso online.

Como migrar sem perder aluno

Migrar não é apertar um botão, mas também não é o pesadelo que costumam descrever. O que causa dor de cabeça quase sempre é comunicação, não tecnologia.

  1. Leve a base antes de anunciar. Importe os alunos que já compraram para a plataforma nova e confira o acesso de uma amostra antes de contar a alguém — a ferramenta de importação de alunos existe exatamente para isso.
  2. Avise com antecedência, com o passo a passo. E-mail explicando a data, o novo endereço e como será o primeiro acesso. Aluno avisado migra sozinho; aluno surpreendido pelo login que falhou abre chamado.
  3. Facilite o primeiro login. Redefinição de senha simples ou login social, que dispensa criar mais uma senha — é o ponto onde a migração trava com mais frequência.
  4. Mantenha os dois canais convivendo. Algumas semanas com o acesso antigo funcionando cobrem quem entra uma vez por mês e não leu o e-mail.
  5. Redirecione os links de venda por último. Página de vendas, bio, anúncios e links de afiliado só depois que o novo ambiente estiver validado com aluno real.
  6. Combine o que acontece com as vendas em andamento. Parcelas em aberto, reembolsos dentro do prazo e comissões de afiliado pendentes continuam sob as regras do canal onde a venda foi feita.

O vídeo que originou este artigo

A base deste texto é um vídeo curto de Guilherme, da JMV Technology, publicado em 17 de outubro de 2022: "[Tutorial] Plataformas de afiliados X Plataformas EAD: quais as diferenças?" (4min57). Como o vídeo é de 2022 e não cita nenhum percentual, todas as taxas deste artigo foram apuradas nas páginas oficiais das plataformas em 24 de agosto de 2026 — a data está registrada junto de cada tabela porque taxa de plataforma muda.

Transcrição revisada do vídeo

Nota de transparência: transcrição editada para legibilidade a partir da legenda automática, que corrompeu a grafia da marca em vários trechos. O fechamento, com uma afirmação de segurança sem lastro público verificável, foi omitido — os recursos verificáveis estão descritos no corpo do artigo.

Abertura. "Plataforma de afiliados e plataforma EAD: quais as principais diferenças? Olá, pessoal, eu sou o Guilherme, da JMV, e vim conversar com vocês sobre plataformas de afiliados e plataformas EAD."

O modelo de afiliados. "A plataforma de afiliados é aquela em que você consegue realizar um acesso, criar uma conta e disponibilizar um curso ali dentro, junto com vários outros. Através disso você já consegue disponibilizar o seu curso, sem ter um gasto inicial. Junto com essa possibilidade, outras pessoas também conseguem compartilhar o seu curso para que mais gente possa comprar: a pessoa acessa a plataforma, gera um link para compartilhar e, através das vendas feitas por aquele link, ela consegue gerar um lucro em cima do valor total do seu curso. Então, se você cria um curso de cem reais, vai ter um desconto dos afiliados que conseguem vender e também de uma pequena porcentagem daquela plataforma."

A plataforma EAD própria. "Já a plataforma EAD é aquela em que você faz uma contratação. Diferente da de afiliados, você vai acessar o prestador de serviço, realizar a contratação de uma plataforma EAD somente para você, disponibilizar os seus cursos e, a partir dali, realizar as suas vendas através do seu marketing. Diferente do modelo de afiliados, você tem um lucro maior, porque não tem ninguém pegando uma porcentagem sobre a venda."

Quando migrar. "Quando você já tem um curso mais consolidado, você consegue migrar para essa plataforma, que seria o ideal — porque ali você não divide o seu lucro, você tem o lucro somente para você."

As integrações e a taxa. "Essas plataformas geralmente possuem integrações para pagamento, como PayPal e PagSeguro. Então o máximo que vai acontecer é você ter um desconto da taxa de serviço dessas integrações — porém é bem menor do que o desconto que ocorre nas plataformas de afiliado. A principal diferença seria essa: esse desconto e a relação dos valores que você investe."

Cada modelo em sua fase. "A de afiliado, se você estiver no início do seu projeto, é a mais ideal, porque você consegue disponibilizar os seus cursos de forma gratuita e conta também com uma ajuda do pessoal que é afiliado para compartilhar o seu curso e você ter mais vendas. A plataforma sem afiliação é melhor para quem já está consolidado, como eu havia dito."

Fechamento. "Hoje nós possuímos a nossa plataforma, a Nochalks. Ela não é de afiliados: é uma plataforma para você acessar e disponibilizar os seus cursos. O seu curso não vai estar junto com outros cursos dentro de uma plataforma — vai ser somente seu, com o endereço do seu domínio."

Se a sua conta já virou — ou está perto de virar —, o próximo passo prático é simular uma venda real nos dois modelos, com o seu preço e o seu volume. Para ver como a venda, a liberação de acesso e a gestão de aluno funcionam em um ambiente no seu próprio domínio, conheça a plataforma EAD da Nochalks — mais de 10 mil clientes em 18 países, desde 2003. Dúvidas pelo WhatsApp (11) 4063-8923, em horário comercial.

Perguntas frequentes

Dá para vender no marketplace de afiliados e na plataforma própria ao mesmo tempo?
Dá, e para muita gente é a melhor configuração. Os dois modelos não competem pelo mesmo tipo de venda: o marketplace serve para a venda que vem de terceiros, com o afiliado trazendo público que você não alcança sozinho, e a plataforma própria serve para a venda que vem de você, da sua lista, do seu tráfego e da sua audiência. Operar em paralelo significa manter a oferta com programa de afiliados no marketplace e vender diretamente no seu domínio para quem já conhece você. O cuidado é operacional: mantenha um preço coerente entre os canais, decida em qual deles o aluno vai assistir a aula, para não manter duas bases separadas, e acompanhe quanto cada canal traz de venda líquida, e não bruta.
Quem fica com os dados do aluno em cada modelo?
No marketplace, a relação de compra é entre o comprador e a plataforma: ela é a intermediadora do pagamento, e o cadastro do comprador é dela. Você recebe os dados que a plataforma decide expor no painel do produtor, e essa política pode mudar. Na plataforma própria, o cadastro do aluno é seu, o e-mail é seu, o histórico de acesso é seu, e a nota fiscal sai no seu CNPJ. Isso importa menos no primeiro mês e muito no segundo lançamento, porque a base de alunos é o ativo que faz a próxima venda custar menos que a anterior.
A partir de quantas vendas por mês compensa migrar para a plataforma própria?
Não existe um número universal, mas existe uma conta simples. Some, por venda, o que o marketplace retém (percentual sobre o preço mais a taxa fixa) e a comissão que você paga ao afiliado. Subtraia disso o que você pagaria por venda no seu próprio meio de pagamento. O resultado é a economia por venda. Divida o custo fixo mensal da plataforma própria por essa economia e você tem o número de vendas por mês a partir do qual migrar passa a compensar. Com um curso de R$ 497 vendido sem afiliado, a economia por venda entre a taxa oficial da Hotmart e uma taxa de checkout própria fica em torno de R$ 30, então um custo fixo de R$ 300 por mês se paga em cerca de onze vendas mensais. Se a venda vem de afiliado, a economia por venda é muito maior e a conta vira com pouquíssimas vendas — mas aí você precisa checar se consegue gerar essas vendas sem o afiliado.
Em que site posso vender curso online sem pagar taxa nenhuma?
Não existe. Receber dinheiro pela internet tem custo: mesmo que a plataforma não cobre nada, o meio de pagamento cobra para processar cartão, Pix ou boleto. O que existe são estruturas de custo diferentes. No marketplace, você paga um percentual sobre cada venda e não paga nada quando não vende. Na plataforma própria, você paga um valor fixo mensal e uma taxa menor de processamento. Quem anuncia taxa zero costuma estar cobrando em outro lugar: no prazo de repasse, na taxa de saque, na antecipação ou no limite de alunos do plano gratuito. A pergunta útil não é onde não se paga taxa, e sim quanto sobra para você depois de tudo, para o seu volume de vendas.
Plataforma para vender curso online grátis: qual é a pegadinha?
Gratuito quase sempre quer dizer gratuito para começar. As formas mais comuns de o custo aparecer depois são o percentual sobre cada venda, que cresce exatamente quando o curso dá certo, o limite de alunos, de armazenamento ou de banda que obriga a subir de plano, a marca do fornecedor no endereço e na página do curso, e a ausência de suporte quando algo trava no dia do lançamento. Nenhuma delas é desonesta por si só: são modelos de cobrança. O erro é comparar um plano gratuito com um plano pago olhando só a mensalidade, sem simular uma venda real nos dois.
A plataforma EAD própria também pode ter afiliados?
Pode, e é uma confusão comum. Afiliado é um arranjo comercial, não uma característica técnica de plataforma: nada impede você de combinar uma comissão com alguém que divulga o seu curso e pagar por venda gerada, mesmo vendendo no seu próprio domínio. A diferença é que, no marketplace, existe uma vitrine pronta com gente procurando produto para divulgar, e o controle do comissionamento é automático. Fora dele, você precisa recrutar e acompanhar por conta própria. Ou seja: a vitrine é o que você contrata no marketplace, não a possibilidade de ter afiliados.
Perco meus alunos se eu migrar de plataforma?
Não precisa perder, mas a migração exige plano. Os alunos que já compraram têm um contrato de acesso com você, e o acesso deles precisa continuar valendo. O caminho de menor atrito é manter os dois canais funcionando durante um período de convivência, importar a base para a plataforma nova, comunicar a mudança com antecedência e explicar exatamente como será o novo acesso, e só então redirecionar os links de venda. O ponto crítico não costuma ser técnico, e sim de comunicação: aluno que descobre a mudança quando o login falha abre chamado; aluno avisado antes, com o passo a passo, migra sozinho.
Como fica o login do aluno se eu migrar?
O login muda de endereço, e é isso que precisa ser comunicado. Ao migrar, os alunos passam a entrar por um endereço no seu próprio domínio em vez do endereço do marketplace, o que na prática melhora o reconhecimento da sua marca, mas quebra o link que eles tinham salvo. Duas medidas reduzem o atrito quase todo: definir o primeiro acesso com uma redefinição de senha simples, comunicada por e-mail antes da virada, e oferecer login social, que dispensa a criação de mais uma senha. Manter o canal antigo acessível por algumas semanas evita que quem só entra uma vez por mês fique sem acesso.
Se eu sair do marketplace, perco a vitrine e a confiança do checkout?
Perde a vitrine, e essa é a perda mais real das três que costumam ser citadas. Perder a vitrine significa perder acesso ao público de quem procura produto para se afiliar, e isso só não dói se as suas vendas já vêm do seu próprio tráfego. A confiança do checkout é um problema resolvível: um endereço no seu domínio com certificado válido, política de reembolso visível, CNPJ e canais de contato reais sustentam confiança tanto quanto uma marca conhecida no pagamento. E a praticidade de ter tudo em um lugar só é uma escolha de fornecedor, não uma vantagem exclusiva do marketplace: uma plataforma que já entrega hospedagem de aula, área de aluno e integração de pagamento cobre o mesmo escopo.